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EGR apresenta investimentos

Empresa detalha ações para ERS-129, 130 e RSC-453 e explica questões de manutenção

Créditos: Julian Kober
MESA: presidente da CIC-VT, Pedro Antônio Barth; prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo; promotor Sérgio Diefenbach; e presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias, Nelson Lidio Nunes

Lajeado - A situação das rodovias estaduais que cruzam o Vale do Taquari pautou a audiência pública realizada na manhã de ontem, na sede da Promotoria de Justiça de Lajeado. Promovido pelo promotor Sérgio Diefenbach, o evento contou com a presença do diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Nelson Lidio Nunes. A audiência foi convocada após a Câmara de Indústria e Comércio (CIC) do Vale do Taquari manifestar ao Ministério Público a falta de investimentos e a necessidade de ampliação da ERS-129, 130 e RSC-453. "Diante da insatisfação da entidade, instauramos um expediente e realizamos uma primeira audiência com a diretoria da EGR. Agora, convocamos a empresa novamente para que esclareça à comunidade quanto é arrecadado nas praças de pedágio da região, quais são as despesas e uma expectativa de investimentos no Vale", explica Diefenbach.

O presidente da CIC-VT, Pedro Antonio Barth, destaca a necessidade de a empresa apresentar uma solução para os problemas de fluxo nas rodovias, especialmente na RSC-130, que causam transtornos no trânsito e afetam a economia do Vale. "Estamos preocupados com o impacto da situação no desenvolvimento da região. E se estamos pagando pedágio, merecemos uma contrapartida, ou seja, investimentos nas rodovias. Mas parece que não estamos sendo valorizados." Entretanto, para ele, os valores anunciados ontem pela EGR foram satisfatórios. "A audiência nos deu esperança. Esperamos que as promessas feitas sejam cumpridas. E para isso, vamos acompanhar os trabalhos e exigir que sejam realizados."

Diefenbach considera que a audiência atendeu as expectativas. "Meu sentimento é de satisfação. Vamos continuar acompanhando a situação e o estudo que será realizado nas rodovias para ver se a audiência vai surtir efeito ou não." Participaram ainda os prefeitos de Lajeado, Marcelo Caumo, e de Arroio do Meio, Klaus Schnack, além de vereadores, representantes de entidades regionais e população em geral.

Números

Durante a audiência, a gerente de engenharia da EGR, Aline Severo Martins, apresentou os os investimentos realizados no Vale do Taquari. Entre 2015 e 2018, as três rodovias que cortam o Vale - ERS-129, ERS-130 e a RSC-453 - receberam R$ 42 milhões. Estes recursos foram utilizados para manutenções, elaboração de projetos, obras, sinalização viária e conservação rotineira. Também apresentou projetos que irão contemplar as rodovias nos próximos seis anos. Será realizada a recuperação estrutural das rodovias; o aumento de capacidade das vias; inspeção e recuperação de pontes, pontilhões e viadutos, entre outros. Também serão implantadas nove interseções - três na RSC-453 e seis na ERS-129 e RS-130. O valor a ser investido será de cerca de R$ 154 milhões.

O diretor presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes, esclarece que 15% do valor arrecadado nas praças de pedágio vai para um fundo, utilizado nos casos em que o custos das obras é maior que o valor da receita. "Isso permite a continuidade das obras previstas e evita que sejam paralisadas." Sobre arrecadação, limitou-se a dizer que, em agosto, as praças de pedágio de Encantado e Cruzeiro do Sul receberam em investimento R$ 4,4 milhões, enquanto cobraram R$ 2,9 milhões dos usuários. Neste período, foram cerca de 389 mil passagens de veículos nas duas praças. Diante das reclamações quanto aos problemas de fluxo nas rodovias, Nunes ressaltou que uma empresa foi contratada para realizar estudos de ampliação e duplicação das vias. O projeto deverá ficar pronto em até, no máximo, oito meses para depois começar as obras.

 

Justificativa

A EGR também manifestou-se a respeito da demora para manutenção nas rodovias. De acordo com o engenheiro civil Jéser Medeiros, na ERS-130, por exemplo, o cronograma de trabalho é afetado constantemente por diversos problemas. "Entre março e maio, ficamos sem insumos. Depois, ocorreu a greve dos caminheiros, ocasionando mais atrasos e, no final de maio, começou a chuva. E isso complica, porque, com a baixa temperatura, não dá para produzir asfalto e, ao mesmo tempo, acelera a deterioração das pistas", explica. A empresa trabalha para que recuperar os trechos críticos e tapar os buracos nas vias.

 

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