Geral

A cavalo, uma caminhada de descobertas

Apae de Lajeado celebra método terapêutico e Dia Mundial da Equoterapia

Créditos: Carolina Schmidt
ALEGRIA: Antônio Miranda de Lima Júnior teve a experiência pela primeira vez - Lidiane Mallmann

Lajeado - Antônio Miranda de Lima Júnior (13) subiu ontem em um cavalo pela primeira vez. A quinta-feira foi de experimentar novas sensações para o aluno da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e de comemorar o Dia Nacional da Equoterapia. Um circuito com um total de 20 alunos, realizado no Parque do Imigrante, serviu ainda para valorizar o uso do cavalo como instrumento terapêutico no processo de reabilitação de praticantes com deficiência.

A terapeuta ocupacional Cristiane Schneider, uma das profissionais da Apae que acompanharam as atividades, destaca que a equoterapia é um trabalho diferenciado do de sala de aula, por chamar atenção dos alunos e ser prazerosa. "É muito gratificante porque favorece os nossos objetivos e beneficia pessoas de várias idades, com deficiência ou não." A psicóloga Camila Mendes Vieira da Silva, que também integra a equipe multidisciplinar, orientou os alunos. "O dia é para refletir sobre a nossa atuação e quanto beneficia as nossas crianças. Trabalhamos em prol do praticante e criamos vínculos com eles."

Indicada a pessoas com paralisia cerebral, síndrome de Down e sequelas neuromotoras, a equoterapia é alternativa para crianças autistas, hiperativas e com déficit de atenção. Também é importante para a socialização.

Equovita

O projeto de equoterapia desenvolvido pela Apae de Lajeado ocorre todas as quintas-feiras, no Parque do Imigrante, com atendimento aos usuários da instituição. As atividades semanais beneficiam 20 praticantes e ocorrem desde maio de 2008. Ontem, elas foram proporcionadas também às turmas que não participam do projeto nos outros dias.

A fisioterapeuta com formação em Equoterapia, Juliane Walter, observa que são atendidos, uma vez por semana, aqueles que frequentam a Apae e são encaminhados por indicação médica ou da equipe. A sessão é de 30 minutos, com praticantes de várias faixas etárias. Ela destaca o contato com os animais traz benefícios comprovados em âmbitos motor, cognitivo e psicológico, contribuindo para o equilíbrio, a força e a percepção. "Trabalhamos de acordo com a necessidade de cada aluno. Os benefícios são rápidos, e muitas vezes, me surpreendo com o atendimento diferenciado. Fazemos a equoterapia com diferentes abordagens, como os cuidados com o cavalo e o carinho."

O projeto Equovita conta com uma equipe de seis profissionais - auxiliares guias, fisioterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional e estagiária de Educação Física - e dois cavalos.

 

Equipe: Juliane Walter, Camila da Silva e Cristiane Schneider acompanham alunos na equoterapia

 

Comentários

VEJA TAMBÉM...