Geral

Por que a gente é assim?

Crônica Marcos Frank

Créditos: Marcos Frank

"O homem é a medida de todas as coisas."
Pitágoras

Muitos livros já foram escritos, muitas teorias já foram formuladas e muita discussão ocorreu tentando descobrir as razões de nossa pobreza.

Já foi devido ao homem cordial de Gilberto Freire, também se tentou explicar nossa situação pela teoria da dependência de FHC e até mesmo pela religião protestante segundo Max Weber. Muito já se falou da mais-valia de Marx, da preguiça dos trópicos e até da depressão dos lugares frios.

Essa crônica está muito longe de responder à tal questão, nem seria eu tão pretensioso a ponto de me colocar entre os acima listados. Acontece que há algum tempo chegou-me às mãos (ou aos olhos, no caso) um texto por demais interessante para deixá-lo passar em branco. Ele é um convite à reflexão de por quais motivos alguns países são ricos enquanto outros se perpetuam na pobreza:

"Se fosse a idade, Egito e Índia seriam potências mundiais.
Se fosse a abundância de recursos naturais, o que sobraria para a Suíça e o Japão, países extremamente desenvolvidos, mas carentes de riquezas naturais?
Todos aqueles que convivem com seus pares profissionais do mundo desenvolvido sabem que não somos menos inteligentes do que eles.
Muito já se falou de raça e cor da pele, mas africanos, turcos, brasileiros, mexicanos, asiáticos quando emigram para países desenvolvidos e têm chances iguais, se destacam tanto quanto os habitantes locais."

A pergunta que fica é: qual é a diferença, afinal?

E a resposta que o texto embute é atitude, os atos e os valores que essas sociedades transmitem de geração em geração, através da cultura e da educação.

E que valores são esses capazes de mudar uma sociedade?

Acima de tudo, ética, no sentido de não fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem a nós. A honestidade e a responsabilidade por nossos atos. O respeito às leis e leis que funcionem de maneira justa e ágil. Respeito ao próximo. Amor ao trabalho, aliado a uma cultura que valorize-o. Um esforço pela poupança e crença na possibilidade de crescimento por meio do investimento. Pontualidade como sinônimo de organização e, acima de tudo, o desejo de superar-se fazendo mais e melhor.

O texto é bem interessante e pode servir de guia nesses tempos tão nebulosos e para essa eleição tão pouco motivante para presidência, que agora se aproxima.
Eu acrescentaria a ele a receita de bom investimento de Abraham Lincoln, o homem que evitou a separação dos Estados Unidos da América e é, em tese, o pai da nação mais poderosa do mundo:

- Não criarás prosperidade se desestimulares a poupança.
- Não fortalecerá os fracos enfraquecendo os fortes.
- Não ajudará o assalariado arruinando o patrão.
- Não estimulará a fraternidade se estimular o ódio de classes.
- Não ajudará os pobres eliminando os ricos.
- Não criará estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
- Não evitará dificuldades se gastares mais do que ganha.
- Não fortalecerá a dignidade e o ânimo se subtraíres do homem a iniciativa e a liberdade.
- Não poderá ajudar permanentemente os homens se fizer por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.


Marcos Frank

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