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Tecnologia e democracia

Os especialistas em tecnologia têm um novo filão a explorar. Estes profissionais são disputados a peso de ouro.


A guerra das redes sociais será um capítulo à parte nas eleições de outubro. Diferente de panfletos, jornais e outros impressos que tiveram seu apogeu, a notícia estará acessível 24 horas por dia em smartphones, computadores de todos os tamanhos. Enfim, na internet. Será um novo episódio na fascinante história das disputas eleitorais que já mudou radicalmente com o advento da urna eletrônica.

Os especialistas em tecnologia têm um novo filão a explorar. Estes profissionais são disputados a peso de ouro. Como um legítimo fruto da máquina de escrever, ou seja, dos dinossáuricos cursos de datilografia, assisto curioso o desenrolar da nova era. Minha praia é a produção de conteúdo, textos, tão importantes quanto à forma, na minha modesta - e suspeita - opinião. 

De nada adianta ter ótimas ideias se não houver sensibilidade para escolher a ferramenta ou plataforma adequada para difundir estas iniciativas. Conheço inúmeros políticos com grande capacidade, mas pecam na hora de veicular suas intenções porque são impróprias para o veículo escolhido.

O uso do papel como informativo ainda é importante para uma parcela da população, especialmente nos grotões mais distantes onde o sinal de internet é uma raridade ou inexiste. Trata-se, no entanto, de exceção que confirma a regra de que a tecnologia será onipresente - como já é - em quase todos os segmentos.

A proliferação de ideias "sem pé nem cabeça" assusta. Basta zapear pela rede mundial de computador para constatar que os avanços tecnológicos geraram facilidades para todos, mas são incapazes de dotar imbecis de inteligência, maturidade ou competências mínima. Não basta manipular os equipamentos disponíveis se não houver substância para ser difundia e ser capaz de despertar o interesse da maioria.

As eleições deste ano serão permeadas por um clima de revolta e de mudança sem precedentes no Brasil. Espero que os múltiplos escândalos desvendados pela Operação Lava-Jato despertem no eleitor a consciência de que todos os corruptos - direta ou indiretamente - são fruto do voto. A revolta de hoje deve ser seguida de um sufrágio fruto de análise. Com tamanha gama de tecnologias à disposição é impossível não obter detalhes da vida pregressa dos candidatos.

A busca de detalhes da trajetória de quem nos representará é o primeiro passo para melhorar o Brasil. Findo o escrutínio, revelados os eleitos e ungidos pelo cargo, resta a nós - mortais comuns - acompanhar, fiscalizar e usar a tecnologia para garantir um correto uso de nossa procuração.
 

Gilberto Jasper

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