Agronegócio

Rio Grande do Sul tem 167 mil hectares semeados com milho

A colheita iniciou pela região Noroeste, onde tradicionalmente a semeadura de algumas lavouras ocorre mais no cedo

Créditos: Adriane Bertoglio Rodrigues/Ascom Emater/RS-Ascar
- Deise Froelich/Emater/RS-Ascar/divulgação

Porto Alegre  - O plantio do milho no Rio Grande do Sul chega a 23% da área estimada para a cultura para a safra de grãos de verão 2018/2019, ou seja, algo como 167 mil hectares de um total de 738 mil projetados. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nessa quinta-feira (13), as lavouras de milho que estavam emergidas no período de geadas tiveram danos nas folhas, mas já apresentam recuperação, com a maioria não indicando necessidade de replantio. "Com umidade no solo e boa insolação, as plantas estão apresentando rápido e vigoroso desenvolvimento", avalia o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.

Para o feijão 1ª safra, alguns produtores iniciam o preparo do solo e o manejo para implantação da cultura onde há menor probabilidade de ocorrência de geadas. O cenário ainda se mantém indefinido no quesito preço, mas o alto custo para implantação da cultura do milho e a possibilidade da implantação da soja como cultura subsequente ao feijão tornam esta cultura mais atrativa para muitos agricultores. As lavouras do cedo vão possibilitar a colheita do feijão ainda em fim de novembro e começo de dezembro, tendo um cenário muito propício para o plantio de soja como cultivo subsequente, com expectativa de boas produtividades.

Grão de inverno

O clima no último período foi favorável ao desenvolvimento do trigo, com as lavouras apresentando bom aspecto fitossanitário e baixa incidência de doenças. No momento, 28% das lavouras estão em perfilhamento (desenvolvimento vegetativo), sendo que a maioria se divide entre as fases de floração (42%) e enchimento de grãos (30%).

Na metade Norte do estado, as lavouras de canola se encontram nas fases de floração, formação de síliquas e enchimento de grãos (neste momento, fase majoritária), maturação e início de colheita. A colheita iniciou pela região Noroeste, onde tradicionalmente a semeadura de algumas lavouras ocorre mais no cedo.

Olerícolas

Alface - Nesta época do ano, a produção da alface e de outras olerícolas na região Central é bastante expressiva e encontra-se com bom desenvolvimento. O preço da dúzia de alface no mercado do município de Santa Maria ficou em R$ 14,00.

Cebola - Na Serra gaúcha, o período favoreceu a execução das práticas culturais nas lavouras. O clima seco e as temperaturas medianas possibilitaram a conclusão do transplantio, atividade que vinha sofrendo retardamento pelo excesso de chuvas e umidade do solo. Áreas de produção de cebola já em desenvolvimento demonstram boa sanidade e recuperação do vigor.

No Sul do estado, uma das regiões mais importantes dessa atividade, seguem as liberações do crédito para o custeio da próxima safra de cebola. O transplante das mudas está concluído para todos as cultivares e ciclos, mantendo a área transplantada próxima da safra passada. Na região, 13 municípios cultivam uma área de 2.831 hectares com cebola, proporcionando uma estimativa de 76.200 toneladas e uma produtividade média de 27t/ha, com destaques para São José do Norte, com 1.500 ha; Tavares, com 475 ha; Rio Grande, com 250 ha; Pelotas, com 200 ha e Canguçu, com também 200 ha.

Criações

Bovinocultura de corte - Com o aumento das horas de luz e o início da elevação da temperatura, os campos nativos iniciam a brotação e a melhoria da qualidade nutricional. Mesmo assim, os pecuaristas são orientados para fornecer sal proteinado em cochos cobertos. Os animais apresentam bom ganho de peso, mas ocorre elevada incidência de tristeza parasitária bovina, com perda de animais. O período é de parição em grande parte das propriedades.

Ovinocultura - Rebanhos apresentam boas condições nutricionais, por conta do manejo em campos nativos e complementado com pastagens cultivadas de azevém. A ovinocultura está em plena época de parição. O clima ameno e seco da última semana favoreceu o rebanho, que vinha sofrendo com as fortes chuvas e as baixas temperaturas. Apesar do frio e da umidade, a mortalidade de cordeiros foi inferior ao ano passado.

A baixa oferta de animais para abate mantém os preços do cordeiro e do borrego em patamares elevados, que também é decorrente da época. Nos rebanhos dos pecuaristas familiares, a parição está praticamente concluída. Os próximos manejos que a Extensão Rural recomenda é monitoramento e tratamento de verminoses e início de vacinação contra clostridioses.

Comentários

VEJA TAMBÉM...